
Tantos sentimentos para se mostrar, poucas palavras para se usar...
Que angustia... Picos de felicidade as vezes invadem meu eu, eu sorrio, canto, aperto meu ursão rosa e falo "eu te amo". Picos tão repentinos... tão vagos, que as vezes passo por eles sem perceber.
Ah, claro, tudo vai melhorar sim... O tempo passa não é?
Eu estou cansada de fingir, estou cansada de conversar, de pedir, de ser humilhada,rebaixada pelas pessoas que mais amo, de chorar, de ficar presa ao lugar onde moro, a convicções que vieram como carga de tudo que eu vivi até agora.
Eu me perdi em algum lugar no passado, não sou quem eu vejo no espelho, não sou a foto que eu tiro.
Como diria um amigo "o que a vida fez comigo, truta?", no que eu me tornei... Eu sei, tudo culpa minha mesmo, não tem nem porque brigar com a vida, mas que peso! Depressão, humilhação, desdenho, limitações, é fiquei impotente, eu tento, eu juro, eu dei a mão ao meu EU que está no fundo do poço, e vou traze-lo de volta... Mas até quando vou ter forças?
Algumas pessoas me ajudam, as outras coisas vem junto com os sentimentos bons, mas eu ainda sou uma criança, eu sou ingênua, sincera, leal, obediente, altruísta DEMAIS, não são mais qualidades, são defeitos do meu SER, já dizia minha mãe "Tudo o que é demais, é doença.".
Pois bem, minhas "qualidades" engoliram um pouco da minha força, engoliram um pouco do que eu queria por pra fora... Como se cura isso?
Como eu começo? Por onde eu começo?
Agora faltam poucos dias para me mudar... Ir para onde eu deveria ter nascido, prédio, asfalto, poeira, as luzes, o cheiro, o céu roxo, o vento, as confusões, a variedade, como eu amo isso, como me enche de esperança olhar de cima do prédio toda uma cidade desconhecida. Que vontade de abrir os braços e abraçar o resto da minha vida, ALGUÉM ME TIRE DA CAMISA DE FORÇA!
Acho que eu vou agora, estou delirando nos meus sonhos, afogando minhas mágoas em linhas frígidas.
Boa noite.
Nenhum comentário:
Postar um comentário