que tristeza escrever novamente
sabendo que escrevo só o que machuca minha mente
não só a mente, como meu coração e minha alma
do céu limpo e claro vi chegar a tempestade
senti o gosto amargo na minha boca
e o vazio no meu corpo
amanhã eu já não sei, hoje, menos ainda
não sei se paro de pensar, ou paro de escrever
sentimentos vão e vem, acabando comigo
onde está a corda para acabar com tudo?
será para enforcar ou para me puxar?
a decência e o amor estão fora de moda
sou uma velha então, uma velha querendo viver algo que já não existe
velha e amarga, que vive de ilusão, choro e velas
meus dentes se bateram...
minhas mãos tremulas tentaram achar uma saída
não consegui falar
nem nos olhos olhar
amor, nojo, desejo, magoa e carinho
mas como?
que os dias me levem para longe de mim mesma
que fria como a neve
dura como uma rocha, eu me torne
que sem sentimentos eu seja
e que amanhã ou depois
a velha se esqueça do que um dia pensou ter sido
amplexos aos que ficam
perdão para a que em mim acredita
longa a vida a quem eu acreditei
sem mais
segunda-feira, 25 de abril de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Ele saiu e bateu a porta na minha cara.
O que é que eu posso fazer se a coisa mais importante da minha vida, eu não posso se quer tocar?
O que você faria?
Nunca fui amada, nunca fui importante pra nenhuma pessoa, devo estar fazendo algo errado, sempre sou a última opção.
Com certeza estou.
Ah... Muita coisa mudou em mim novamente, estou tão desacreditada do ser humano, e de tudo que antes eu carregava firmemente nas minhas veias... Já me esqueci de sorrir... E olha lá, isso não é coisa minha, só veio junto com o tempo...
Vivendo sem motivo, só quero ver se vou conseguir fazer orgulho para meus pais quando eu provar que posso fazer o que eu sempre disse.
Qual vai ser o assunto amanhã?
Talvez eu tenha um motivo para estar viva, descobrir se o que eu sinto vai além do que eu falo.
Agora vou me indo... Tenho coisas que eu não gosto para fazer. Quem sabe na caminhada eu não encontre meu coração, que saiu correndo de mim e fechou a porta na minha cara.
sábado, 13 de novembro de 2010
desabafo

só cheguei no limite
quero me sentir
quero me libertar
quero respirar
quero viver
quero um trabalho
quero São Paulo
quero os dias e as noites mais solitarias na multidão de São Paulo
quero o frio mais congelante e cinzento do Brasil bagunçando meu cabelo enquanto eu ouço uma musica no meu mp3 indo pra um bar encontrar pessoas que não dão o minimo valor a vida e as coisas boas e simples, pessoas que se promovem como lixo
quero brindar minha vida
quero brindar meus bons momentos
quero brindar o amor por mim mesma
quero brindar a luta!
e a dor dilacerante da solidão, mas em grande estilo, no alto do prédio olhando toda São Paulo sofrer da mesma dor
é isso que quero
domingo, 10 de outubro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Angústia pra quem não pode.

Tantos sentimentos para se mostrar, poucas palavras para se usar...
Que angustia... Picos de felicidade as vezes invadem meu eu, eu sorrio, canto, aperto meu ursão rosa e falo "eu te amo". Picos tão repentinos... tão vagos, que as vezes passo por eles sem perceber.
Ah, claro, tudo vai melhorar sim... O tempo passa não é?
Eu estou cansada de fingir, estou cansada de conversar, de pedir, de ser humilhada,rebaixada pelas pessoas que mais amo, de chorar, de ficar presa ao lugar onde moro, a convicções que vieram como carga de tudo que eu vivi até agora.
Eu me perdi em algum lugar no passado, não sou quem eu vejo no espelho, não sou a foto que eu tiro.
Como diria um amigo "o que a vida fez comigo, truta?", no que eu me tornei... Eu sei, tudo culpa minha mesmo, não tem nem porque brigar com a vida, mas que peso! Depressão, humilhação, desdenho, limitações, é fiquei impotente, eu tento, eu juro, eu dei a mão ao meu EU que está no fundo do poço, e vou traze-lo de volta... Mas até quando vou ter forças?
Algumas pessoas me ajudam, as outras coisas vem junto com os sentimentos bons, mas eu ainda sou uma criança, eu sou ingênua, sincera, leal, obediente, altruísta DEMAIS, não são mais qualidades, são defeitos do meu SER, já dizia minha mãe "Tudo o que é demais, é doença.".
Pois bem, minhas "qualidades" engoliram um pouco da minha força, engoliram um pouco do que eu queria por pra fora... Como se cura isso?
Como eu começo? Por onde eu começo?
Agora faltam poucos dias para me mudar... Ir para onde eu deveria ter nascido, prédio, asfalto, poeira, as luzes, o cheiro, o céu roxo, o vento, as confusões, a variedade, como eu amo isso, como me enche de esperança olhar de cima do prédio toda uma cidade desconhecida. Que vontade de abrir os braços e abraçar o resto da minha vida, ALGUÉM ME TIRE DA CAMISA DE FORÇA!
Acho que eu vou agora, estou delirando nos meus sonhos, afogando minhas mágoas em linhas frígidas.
Boa noite.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Me encontre além...
Estou jogando a bandeira branca.
Em uma linha tênue entre sentimentos e verdade.
Nunca pensei que eu não iria me reconhecer, talvez a vida virtual tenha me transformado em mais um caractere, só mais um ponto em um longo livro virtual.
Muito difícil entender isso, como posso ser duas pessoas? Estou me sentindo uma mentira, isso me deixa muito triste.
Será que as minhas palavras, assim como meu rosto, meus olhos, não são o que eu sou de verdade?
A verdade pode doer muito, mas ainda assim é a verdade...
Por que? Por que é tão difícil saber quem eu sou?
Joguei fora todas minhas fotos, todos meus planos, todos os meus desejos de certa forma. Acredito que eu tenha me perdido em algum lugar do passado, e jamais voltei a viver o presente.
Estou com medo de falar, de agir, de demonstrar as coisas que eu sinto, estou me sentindo um lixo humano, um objeto sem uso, minha validade ficou a alguns anos do que sou hoje.
Dessa vez não vou corrigir esse texto, não quero apagar linhas daquilo que eu preciso por pra fora hoje.
Não quero amanhã ou depois me arrepender por não ter "falado" escrito, ou seja lá o que for.
O QUE EU SOU?
Me diz você... Eu me perdi em desejos, sonhos, eu era feliz? Eu podia sorrir se talvez eu fosse quem eu pareço ser.
Eu podia jogar tudo pra cima para sorrir só mais uma vez, mas não... Meu sorriso é fake. Assim como meus olhos, o meu olhar se perdeu em alguma foto.
Será?
Pedi a paz para algumas pessoas que me fizeram mal no passado e que eu havia retribuido em igual proporção. Será um começo?
Me sinto um pouco melhor depois de mostrar minhas fraquezas... Como me corroia meu passado... Ainda me corroe um pouco, cometi erros que jamais terão volta, como queria ter meu melhor amigo de volta, por mais defeitos que eu possa apontar, ainda era meu irmão.
As pessoas que me deram a luz ao meu segundo nascimento simplesmente me deixaram em meio ao caos, ao arrependimento... Como isso dói.
E hoje? O que eu faço com uma bola grande, flamejante, que me queima, que eu estou chamando de amor... Quantas mágoas...
Não vou dizer que eu não mereço tudo isso, devo sim merecer, talvez eu mereça o dobro, mas eu não quero.
Estou com uma vontade quase incontrolavel de dilacerar minha face, ou por um fim em tudo... é tão mais simples...
Não tenho mais forças pra pensar no amanhã...
Eu também queria falar mais... mas algo não deixa que eu fale... Então choro... A patética e covarde garota do interior chorando mais uma vez por ser tão fraca quanto aquele que te apunhala pelas costas.
Chega de drama, de pensar, de me desfazer, me culpar, chega, o que mais tem pra mim além de todos esses machucados?
Me diz o que eu fiz de errado! O que eu fiz pra eu ter me tornado uma mentira?
UMA MENTIRA, SÓ ISSO NADA MAIS QUE UMA MENTIRA!
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