quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Angústia pra quem não pode.


Tantos sentimentos para se mostrar, poucas palavras para se usar...
Que angustia... Picos de felicidade as vezes invadem meu eu, eu sorrio, canto, aperto meu ursão rosa e falo "eu te amo". Picos tão repentinos... tão vagos, que as vezes passo por eles sem perceber.
Ah, claro, tudo vai melhorar sim... O tempo passa não é?
Eu estou cansada de fingir, estou cansada de conversar, de pedir, de ser humilhada,rebaixada pelas pessoas que mais amo, de chorar, de ficar presa ao lugar onde moro, a convicções que vieram como carga de tudo que eu vivi até agora.
Eu me perdi em algum lugar no passado, não sou quem eu vejo no espelho, não sou a foto que eu tiro.
Como diria um amigo "o que a vida fez comigo, truta?", no que eu me tornei... Eu sei, tudo culpa minha mesmo, não tem nem porque brigar com a vida, mas que peso! Depressão, humilhação, desdenho, limitações, é fiquei impotente, eu tento, eu juro, eu dei a mão ao meu EU que está no fundo do poço, e vou traze-lo de volta... Mas até quando vou ter forças?
Algumas pessoas me ajudam, as outras coisas vem junto com os sentimentos bons, mas eu ainda sou uma criança, eu sou ingênua, sincera, leal, obediente, altruísta DEMAIS, não são mais qualidades, são defeitos do meu SER, já dizia minha mãe "Tudo o que é demais, é doença.".
Pois bem, minhas "qualidades" engoliram um pouco da minha força, engoliram um pouco do que eu queria por pra fora... Como se cura isso?
Como eu começo? Por onde eu começo?
Agora faltam poucos dias para me mudar... Ir para onde eu deveria ter nascido, prédio, asfalto, poeira, as luzes, o cheiro, o céu roxo, o vento, as confusões, a variedade, como eu amo isso, como me enche de esperança olhar de cima do prédio toda uma cidade desconhecida. Que vontade de abrir os braços e abraçar o resto da minha vida, ALGUÉM ME TIRE DA CAMISA DE FORÇA!
Acho que eu vou agora, estou delirando nos meus sonhos, afogando minhas mágoas em linhas frígidas.

Boa noite.
É difícil perder-se. É tão difícl que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo.

- Clarice Lispector

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Me encontre além...


Estou jogando a bandeira branca.
Em uma linha tênue entre sentimentos e verdade.
Nunca pensei que eu não iria me reconhecer, talvez a vida virtual tenha me transformado em mais um caractere, só mais um ponto em um longo livro virtual.
Muito difícil entender isso, como posso ser duas pessoas? Estou me sentindo uma mentira, isso me deixa muito triste.
Será que as minhas palavras, assim como meu rosto, meus olhos, não são o que eu sou de verdade?
A verdade pode doer muito, mas ainda assim é a verdade...
Por que? Por que é tão difícil saber quem eu sou?
Joguei fora todas minhas fotos, todos meus planos, todos os meus desejos de certa forma. Acredito que eu tenha me perdido em algum lugar do passado, e jamais voltei a viver o presente.
Estou com medo de falar, de agir, de demonstrar as coisas que eu sinto, estou me sentindo um lixo humano, um objeto sem uso, minha validade ficou a alguns anos do que sou hoje.
Dessa vez não vou corrigir esse texto, não quero apagar linhas daquilo que eu preciso por pra fora hoje.
Não quero amanhã ou depois me arrepender por não ter "falado" escrito, ou seja lá o que for.
O QUE EU SOU?
Me diz você... Eu me perdi em desejos, sonhos, eu era feliz? Eu podia sorrir se talvez eu fosse quem eu pareço ser.
Eu podia jogar tudo pra cima para sorrir só mais uma vez, mas não... Meu sorriso é fake. Assim como meus olhos, o meu olhar se perdeu em alguma foto.
Será?
Pedi a paz para algumas pessoas que me fizeram mal no passado e que eu havia retribuido em igual proporção. Será um começo?
Me sinto um pouco melhor depois de mostrar minhas fraquezas... Como me corroia meu passado... Ainda me corroe um pouco, cometi erros que jamais terão volta, como queria ter meu melhor amigo de volta, por mais defeitos que eu possa apontar, ainda era meu irmão.
As pessoas que me deram a luz ao meu segundo nascimento simplesmente me deixaram em meio ao caos, ao arrependimento... Como isso dói.
E hoje? O que eu faço com uma bola grande, flamejante, que me queima, que eu estou chamando de amor... Quantas mágoas...
Não vou dizer que eu não mereço tudo isso, devo sim merecer, talvez eu mereça o dobro, mas eu não quero.
Estou com uma vontade quase incontrolavel de dilacerar minha face, ou por um fim em tudo... é tão mais simples...
Não tenho mais forças pra pensar no amanhã...
Eu também queria falar mais... mas algo não deixa que eu fale... Então choro... A patética e covarde garota do interior chorando mais uma vez por ser tão fraca quanto aquele que te apunhala pelas costas.
Chega de drama, de pensar, de me desfazer, me culpar, chega, o que mais tem pra mim além de todos esses machucados?
Me diz o que eu fiz de errado! O que eu fiz pra eu ter me tornado uma mentira?
UMA MENTIRA, SÓ ISSO NADA MAIS QUE UMA MENTIRA!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Choose...


Choose Life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol, and dental insurance. Choose fixed interest mortage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisurewear and matching luggage. Choose a three-piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who the fuck you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pishing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked up brats you spawned to replace yourself.

Choose your future.

Choose life.


sábado, 11 de setembro de 2010

A Lista...



Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar.
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?


Por: Oswaldo Montenegro

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Velhos novos caminhos.


Bons amigos do passado, as vezes vem para nos lembrar de como nós estamos diferentes, e perdendo o que melhor havia em nós...

Me sinto bem, parecem que me tiraram a venda dos olhos, me reecontrei.

Pesei sobre tudo na minha vida, e acho que encontrei um equilibrio, entre meus desejos, quimeras, trabalho, casa, amigos, e meu amor, é isso, eu encontrei o equilibrio entre todos eles.

Hoje posso respirar fundo e dizer que tudo até aqui valeu a pena, e que eu não vou desistir de nada por medo de tentar. Não gosto de conselhos, gosto de verdades, e eu estou seguindo a minha. Nada vai me impedir de viver, amar, e festejar os bons momentos da vida.

Agora sim, obrigada aos bons amigos, eles sabe quem são, obrigada a você meu amor que entrou na minha vida, obrigada ao passado e um brinde ao presente!

Salut!




" I'm the one, and only"